Por falar em Estado policializado…
“Só um país que se considera em guerra constante com a sua população mantém um corpo regular de Polícia Militar com função de policiamento do ambiente e da população civis.”
Na maior parte dos países do mundo, inclusive nos países do oeste da Europa e nos EUA que adoramos imitar, as Polícias Militares se limitam manter a ordem dentro de instalações e ambientes militares. O Brasil é um dos poucos países do mundo onde a Polícia Militar é responsável pela “manutenção da ordem” de meios civis. Isso diz muito sobre nós, e sobre os maus hábitos que até hoje não abandonamos.
março 21, 2011 às 7:33 pm
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março 21, 2011 às 8:05 pm
estranho eh q exatamente os tais sofredores da epoca da ditadura estao no poder a 8 anos e as forcas policiais nunca tiveram tantos investimentos. A maior prova disso que vc falou eh que o exercito se concentra exatamente no sudeste, e esta sucateado, enquanto a policia tem sido cada vez mais aparelhada.
As fronteiras descuidadas, a amazonia e outros estados, jogados `as tracas, enquanto no rio, sao paulo e em algumas cidades importantes (como brasilia) a quantidade de policiais (bem) armados assusta.
Parece mesmo uma guerra, contra os cidadaos.. ..
março 21, 2011 às 8:12 pm
Exatamente. Na mesma medida em que, aparentemente por conta de um trauma da Ditadura, nós Brasileiros ficamos com medo de ter um exército forte, também estamos — a geração que vivem a Ditadura e a geração posterior — cada dia mais reféns de uma Estado policializado. Enquanto nossas fronteiras e riquezas nacionais estão entregues ao estrangeiro — e até prendemos quem queira se manifestar contra! — somos cada dia mais cercados de policiais armados até os dentes, que aplaudimos toda vez que matam um “bandido” e nos mantém a salvo… de nós mesmos. Ê Tupiniquim!
abril 4, 2011 às 8:38 pm
É a política do medo e do terror.
Se vc tem a quem temer, precisa de alguém para te proteger…
E assim se retroalimenta o monstro.
abril 4, 2011 às 8:36 pm
Este conceito todo de estado policialesco deve ser entendido por uma ótica mais abrangente. Tem que deixar de ser reducionista.
Antes de entrar entrando, vale falar que as PM (Polícias Militares) não são análogas as MP (Militar Police) dos EUA. AS “MP” são correlatas as PE (Polícia do Exército) aqui no Brasil, estas sim tendo atribuição e circunscrição restrita aos ambientes das bases militares, vilas militares e eventualmente os palácios de governo na esfera federal.
Agora, entrando na pauta de fato, a proliferação de PM’s aqui no Brasil deve ser entendida como um fenômeno “político” e não de segurança pública. Tá tudo errado por aqui. Como podemos ter duas polícias e zero interação? Uma faz a prevenção e a outra a “investigação” (grosso modo de avaliar), mas a competição velada e corporativismo acabam inviabilizando o funcionamento esperado. Em todos os lugares existem divisões diferenciadas das polícias, mas não como a nossa bagunça de herança lusitana. Saca só, o nosso modelo (nosso?) faz um sucesso danado em ANGOLA !!! Fala Sério !!! Olha o nosso parâmetro…
A correta divisão de policiamento atende não a elementos de atribuição dentro da cadeia de persecução policial mas sim ao elemento circunscricional, aonde a territorialidade é delimitador da atuação sob impacto direto da logística e do controle (controle interno e não do povo).
Mas como dissemos, o elemento principal ao se visualizar as PM’s é seu amago político, braço armado de governadores, carta coringa para situações de greve. Nas greves, fazem de tudo, de descer a borracha na moringa do cidadão que contesta e reivindica, até dirigir ônibus quando os reivindicantes deixam de faze-lo. Não se acaba com as PM’s no Brasil tão sedo. Entenda-se acabar, como o resultado de unificação das polícias civis e militares.
Os PC não querem, os PM ojerizam, e os governadores esbravejam. Perder o seu exército particular ? Perder este indispensável elemento de inserção controlada e intervenção descontrolada ? Deixar o braço de ‘inteligencia” política secar? De jeito nenhum !!!
E segue falta de segurança pública… !!!