Archive for the Brasília Category

A GVT me surpreendeu com excelente atendimento

Posted in Brasília, Nosso Mundo, Vida Digital with tags , , , , , on fevereiro 15, 2011 by Daniel Duende

Fiquei supreso, muito positivamente surpreso, com o atendimento que recebi da GVT ainda agora quando fui reclamar a respeito da instabilidade de minha conexão de banda-larga. Não só o atendente foi extremamente simpático e atencioso,  se prontificando imediatamente a enviar um técnico para verificar a irregularidade — que segundo ele pode ter sido causada pelas chuvas que teriam danificado a antena do prédio — como detectou que minha velocidade de download estava fora das especificações… e iniciou o conserto na mesma hora.

Minha taxa de download que nos últimos dias não passava de 400kbps voltou a bater nos honrosos 8.90mbps (segundo o speedtest.net), embora a instabilidade da rede ainda esteja fazendo com que ela fique abaixo disso.

Quando o tecnico da GVT passar por aqui para verificar o problema, faço um update. Se ao final do atendimento deles eu REALMENTE chegar a ter a velocidade pela qual estou pagando (o serviço contratado é de 10mbps), vai ser uma das melhores surpresas (ao menos na área de serviços prestados) deste ano.

P.S. Pra você ver como é o Brasil. Quando a gente é BEM ATENDIDO por uma empresa, a supresa é tanta que até motiva um post em nosso blog pessoal. Mas seguindo a idéia de estimular (e reconhecer) o que é bom, faço o post de elogio a GVT sem vergonha alguma. E faço votos de que eles consigam realmente corrigir o problema da minha conexão. Ao menos até agora, atenção, eficiência e simpatia não faltaram a eles neste atendimento.

Aforismos

Posted in Brasília, Brasil, Nosso Mundo with tags , , on janeiro 14, 2011 by Daniel Duende

Ser um autêntico puxa saco não é a mesma coisa que ser uma pessoa autêntica. Pessoas autênticas estão dispostas a pagar o preço de pensar o que pensam, mas os autênticos puxa-sacos raramente se assumem como tais. Também não convém confundir polidez com política. A primeira termina e a segunda começa quando você começa a dizer aquilo que é conveniente para agradar o interlocutor, que provavelmente pode fazer por você algo que você deseja. Se o seu trabalho é mentir, também não convém dizer que trabalha com “fatos”. Aproveitar-se da ignorância das pessoas só porque isso é praxe não é justificável. Pelo contrário, é apenas uma prova da sua mediocridade moral. Por fim, se suas posições ideológicas mudam com os ventos políticos, você não é flexível. Você é um poltrão desprezível.

A propósito: O mundo está cheio de gente que ganhou dinheiro e se fez na vida mentindo, adulando e se mascarando. Isso não tem nada de especial, e não tem nada a ver com “vencer na vida”. Na verdade, é por culpa sua que tanta gente vive na merda enquanto você se acha muito moderno e esperto. #prontofalei.

MegaNão com (inesperada) presença de Bruce Sterling e Jasmina Tesanovic no Balaio Café

Posted in Brasília, Nosso Mundo, privacidade e liberdade, Vida Digital with tags , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 16, 2010 by Daniel Duende

Só para não deixar passar em branco o evento realizado ontem no Balaio Café, que contou com as ilustres presenças do escritor/pensador cyberpunk norte-americano Bruce Sterling e sua esposa, a escritora, feminista e cineasta sérvia Jasmina Tesanovic.

Todo evento voltado à discussão da liberdade da (e na) Internet é bem vindo nestes tempos de perseguição jihádica ao Wikileaks e eterno risco de renascimento da hidra lerneana da Lei Azeredo (refortalecida por outro monstro digno da atenção de Spectreman, a Convenção de Budapeste). E foi nesta linha que seguiram as falas da maior parte dos participantes, como Caribé e Paulo Rená: o da necessidade da vigilância e combate aos riscos representados pelas novas iterações (é a 4ª vez que uso esta palavra hoje, eu sei!) do mal escrito e reescrito projeto de lei que visa criminalizar não apenas os usos comuns e razoáveis da rede feitos por milhões de brasileiros, como também atender à demanda (e mostrar trabalho em troca da grana recebida) de bancos como o Bradesco, que busca reptilicamente economizar o dinheiro que precisaria investir em uma melhor segurança para seus clientes de home-banking, jogando o ônus no governo e na sociedade (inclusive seus clientes, que salvo notáveis excessões não parecem se importar com isso).

Yasodara Córdova aproveitou os primeiros 25 segundos de sua fala para lembrar que as mulheres em geral tem um grande poder em mãos, o de público consumidor poderoso, e que deveriam lembrar-se disso em seus ativismos — inclusive no ativismo contra a Lei Azeredo e outras ameaças às pessoas digitais. Depois disso, Yasodara passou o bastão de voz que convencionamos chamar microfone para Guilherme Almeida (e a hora avançada pode me sujeitar a errar nomes!), do MJ, que fez uma apresentação sobre a Consulta Pública que está sendo realizada pelo Ministério da Justiça visando a construção de uma nova legislação de proteção aos Dados Pessoais no Brasil. Aos ativistas, fica a dica. Mais fácil (embora talvez menos divertido e festivo) do que qualquer manifestação ou flash mob é aproveitar as consultas públicas realizadas pelo governo sobre temas que são parte da agenda e das noites mal dormidas de muitos de nós. Acesse o site da Consulta Pública sobre Dados Pessoais.

Mas havia bem vindas vozes dissonantes. Ariel Foina defendeu que para além da hidra lerneana da Lei Azeredo (“é apenas mais uma batalha em uma guerra muito maior”, segundo ele), existem as ameaças à nossa privacidade e liberdade na rede que são causadas por nossos próprios hábitos, ou falta deles, como o hábito que não temos de ler os contratos digitais que assinamos (mesmo sem nos dar conta) quando começamos a utilizar um serviço. Os próprios termos de uso do Google são um bom exemplo disso. Segundo apresentado com necessária teatralidade por Ariel durante sua fala, estes termos de uso apresentam em seu parágrafo décimo-primeiro, que trata sobre a privacidade dos conteúdos de seus usuários:

O usuário compreende e concorda que o Google pode acessar, registrar e divulgar as suas informações pessoais e o conteúdo da sua conta, a fim de fornecer o Serviço ou caso solicitado por força da lei ou quando acreditemos de boa fé(1) que tal acesso, registro ou divulgação é realmente necessário para atender a um processo legal ou para proteger os direitos, a propriedade e/ou a segurança do Google, de seus afiliados ou do público geral(!?!?)

Ariel frisou, com todos os negritos acima, que é antes de mais nada absurdo que uma empresa sustente (e você assine embaixo) que terá boa fé(1) em sua decisão a respeito da divulgação do conteúdo da sua conta ou dados pessoais. “Ora, empresas não tem boa fé ou opinião. Visam lucro ou seus interesses e é absurdo que falem (e você assine e baixo) de boa fé em seus termos de uso”, bradava Ariel. Mais absurda ainda é a segunda parte, que condiciona a quebra da sua privacidade à “proteção dos direitos, propriedade e/ou segurança do Google, seus afiliados ou do público em geral(!?!?)”. Então quer dizer que o Google se reserva o direito de divulgar qualquer um dos conteúdos ou dados que você confiar a ele se ele acreditar DE BOA FÉ que estes dados ameaçam os DIREITOS (que direitos!?), SEGURANÇA ou PROPRIEDADE do PÚBLICO GERAL!? E quer dizer que não só você e eu, mas também muitos dos ativistas anti-Lei Azeredo e uma boa parte do Governo Federal (além dos Estaduais e Municipais) está assinando mesmo sem ler embaixo disso? Já paramos para pensar que por Público Geral (ou mesmo por “afiliados”) o Google pode entender o povo Norte-Americano (e seu governo), ou alguma empresa competidora da sua, e que pode então de boa fé divulgar seus dados e todos os seus emails a eles? Com ameaças como nós mesmos à nossa privacidade, quem precisa de Lei Azeredo?

Mas nem tudo são espinhos na guerra contra os inimigos da liberdade da rede, de nossa privacidade, e contra nossa própria mania de assinar contratos digitais sem pensar duas vezes nem lê-los uma vez sequer. As presenças de Bruce Sterling e Jasmina Tesanovic não apenas representaram uma excelente chance de intercâmbio entre os ativistas da liberdade na rede do Brasil e do exterior (lembrando que Sterling foi autor do memorável livro The Hacker Crackdown: Law and Disorder in the Electronic Frontier, disponível aqui, que trata dos ataques do governo Norte-Americano à subcultura hacker e à liberdade da rede no início dos anos 90), mas também uma interessande oportunidade de se ouvir alguns questionamentos que — por acreditarmos já ter uma resposta pronta, não nos dignamos a fazer. Em certo momento do debate, Bruce Sterling pediu o microfone e perguntou aos presentes (com a ajuda de minha capenga tradução quase simultânea):

“O Presidente Lula disse em certo momento que após o final de seu governo irá descansar por uns quatro meses e depois se tornará blogueiro e tuiteiro. Antes de mais nada, ele realmente quis dizer isso [did he really mean it]? Além disso, quais serviços, suportes e provedores ele pretende usar, e quais serão os temas que abordará, e quais suas intenções?”

Sterling ouviu dos presentes apenas a resposta de que a fala do presidente se prestava a reconhecer a importância da blogosfera. Eu, que estava sentado logo ao lado dele, pude ver a sua frustração. Mesmo sendo Norte-Americano e estando acostumado a ouvir mentiras e frases vazias de seus presidentes, Sterling parecia esperar mais de Lula. Bem, entre outras coisas este post é uma boa oportunidade para que outras pessoas respondam à pergunta de Sterling. Prometo repassar as respostas para Bruce, fielmente traduzidas para o inglês por este ex-coordenador do Global Voices em Português que vos escreve. Prometo também publicar aqui os comentários de Bruce sobre as respostas, caso ele faça algum.

(da esquerda para a direita) Jasmina Tesanovic, Daniel Duende, Bruce Sterling, Paulo Rená e Yasodara Córdova no MegaNão do Balaio Café, com Daniel Duende tentando fazer as vezes de tradutor quase simultâneo. Foto de @cesarcardoso

Bruce Sterling escreve o blog Beyond the Beyond na revista Wired, e Jasmina Tasanovic escreve o blog Virtual Vita Nuova, hospedado no WordPress.

 

P.S. você também acha que este post deveria ter mais fotos? Então ajude o Duende que estava morrendo de sono ao terminar de escrevê-lo às quatro e meia da manhã e dê umas dicas de boas fotos do evento disponíveis na rede.

 

UPDATE:
Em tempo, o evento também me deu a oportunidade de descobrir que o inglês com sotaque sérvio é menos incompreensível para ouvidos brasileiros do que o inglês com sotaque texano. Deu também pra verificar que mesmo o sotaque texano não é páreo para a necessidade deste que vos escreve de se construir pontes de comunicação entre as pessoas que tem algo a dizer.

 

Mural: Lançamento do filme – Sagrada Terra Especulada, a Luta Contra o Setor Noroeste

Posted in Brasília, Nosso Mundo with tags , , , , , , , , , , , , on novembro 30, 2010 by Daniel Duende

O Filme Sagrada Terra Especulada, a luta contra o Setor Noroeste narra um período de lutas contra o Setor Noroeste, bairro de alto luxo construído pela especulação imobiliária do Distrito Federal.

Tendo como enfoque a luta realizada desde o a Reserva Indígena Santuário dos Pajés, o filme traça a ação da mídia, políticos, empresários, especuladores e burocratas: todos a serviço do luc…ro/segregação. Do outro lado, apresenta a ação de movimentos populares em uma incansável e também vitoriosa luta contra estes podres poderes.

Produzido pelo Centro de Mídia Independente, o lançamento ocorre no período em que as ações do Movimento Fora Arruda e Toda a Máfia completam um ano. Tem saudades do Arruda? do Paulo Octávio? Ivelise Longhi? Das mentiras do Correio? Participe do lançamento desde vídeo e relembre também da necessidade de continuar lutando!


Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=tCH5j5ohzI4

Sagrada Terra Especulada, A luta contra o setor noroeste (Dezembro, 2010)
Duração: aproximadamente 70 minutos
Local: Stand de Vendas do Noroeste (Eixo L, 208 Norte, ao lado do Mc’Donalds)
Dia: 3/12 (sexta-feira)
Hora: 20h

CENTRO DE MÍDIA INDEPENDENTE: www.midiaindependente.org