O que não queremos saber sobre nós mesmos, sobre psiquiatria e suas drogas

Posted in Meu Mundo, Nosso Mundo with tags , , , , , , , , , , on março 21, 2011 by Daniel Duende

Em minha família, e em quase todas as outras que conheço, é senso comum de que os médicos tem sempre razão. Isso inclui as situações em que os médicos informam às pessoas (e às suas famílias) sobre o que estas mesmas pessoas sentem, qual o rótulo que se aplica a elas e… o pior de tudo… qual é o remédio para que elas se tornem “normais”. Antes dos 15 anos eu já sabia que tudo isso era bullshit — é o tipo de coisa que você nota quando a conta dos antidepressivos e remédios para dormir da família cresce sem parar, mas todos continuam cada dia mais tristes. O mundo lá fora é mais complicado do que gostaríamos que ele fosse, e por isso gostamos de fingir que existem soluções tão fáceis quanto pílulas da felicidade. Mas a verdade é que aquilo que enxergamos como doença é parte da nossa própria humanidade, e aquilo que enxergamos como cura pode muito bem nos deixar realmente doentes… ou nos matar. Ao tentar curar o que não é doença, nos tornamos cada dia mais doentes.

As pessoas são o que elas são, e não cabem nos rótulos que a medicina psiquiátrica inventou e as mídias tradicionais trataram de difundir para elas. Assista este (tocante) vídeo da Citizens Commission on Human Rights International (CCHR-Int) sobre a perversidade dos rótulos que estamos atribuindo principalmente aos nossos jovens:

Mas piores do que os rótulos é aquilo que fazemos com eles. Boa parte das pessoas, incluindo pais e mães e professores honestos e bem intencionados, não faz a menor idéia de que boa parte dos medicamentos psiquiátricos (e remedinhos para acalmar) podem causar depressão, surtos psicóticos graves, coma e morte. Não estamos apenas nos julgando e rotulando, mas estamos nos envenenando com drogas cuja existência se dá unicamente por conta dos interesses da indústria farmacêutica, que ganha milhões vendendo soluções falsas e perigosas para as questões insolúveis do humano — como as dores e os conflitos da alma.

Veja este vídeo, também da CCHR-Int, sobre os efeitos colaterais das drogas psiquiátricas que estamos administrando em nossas crianças:

Para quem quer saber mais sobre estas drogas, o CCHR-Int tem uma base de dados sobre avisos de risco e efeitos colaterais documentados da maior parte das drogas que estamos comprando, consumindo e acreditando hoje em dia.

Common and well-documented side effects of psychiatric drugs include mania, psychosis, hallucinations, depersonalization, suicidal ideation, heart attack, stroke and sudden death.  And that is a very partial list of the side effects documented by international drug regulatory agencies the world over.

Despite a tremendous amount of information available about psychiatric drugs and their adverse effects, the data has not been easily accessible or understandable to the general public.  It is for this reason that CCHR is providing you with information that is not easily available, but is documented.  So you can find the risks for yourself, your friends and family.”

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Por falar em Estado policializado…

Posted in Brasil, Nosso Mundo with tags , , , on março 21, 2011 by Daniel Duende

“Só um país que se considera em guerra constante com a sua população mantém um corpo regular de Polícia Militar com função de policiamento do ambiente e da população civis.”

Na maior parte dos países do mundo, inclusive nos países do oeste da Europa e nos EUA que adoramos imitar, as Polícias Militares se limitam manter a ordem dentro de instalações e ambientes militares. O Brasil é um dos poucos países do mundo onde a Polícia Militar é responsável pela “manutenção da ordem” de meios civis. Isso diz muito sobre nós, e sobre os maus hábitos que até hoje não abandonamos.

Brasil retrocede ao tempo das prisões políticas para fazer bonito para Obama.

Posted in Brasil, Nosso Mundo with tags , , , , , , , on março 21, 2011 by Daniel Duende

Em seu discurso durante visita ao Rio de Janeiro, Barack Obama elogiou o país por ter se tornado uma democracia e ter deixado para trás os tempos da ditadura. Mas naquele exato momento, e por conta de sua visita, estávamos regredindo a práticas típicas dos tempos de ditadura. Treze manifestantes foram presos durante protestos contra a vinda de Obama no Rio, após a explosão de um coquetel molotov. Até onde se sabe, não há prova alguma de que qualquer um deles tenha envolvimento com o artefato explosivo. Foram presos apenas porque estavam lá, protestando, quando a explosão aconteceu.

Acusados sem prova alguma dos crimes de lesão corporal e incêndio (segundo as fontes às quais tive acesso), os 13 brasileiros — incluindo um rapaz de 16 anos e uma conhecida vovó de 70 anos torcedora do Fluminense — foram enviados para presídios fluminenses e tiveram suas cabeças raspadas.

Raspar a cabeça dos presos é uma forma de agredir-lhes a identidade e a individualidade, tornando-os mais sensíveis à tortura e ao terror psicológico. É um expediente comum nos presídios políticos de Abu Ghraib e Guantanamo, onde os EUA torturavam e torturam seus presos políticos (de forma semelhante à que fazíamos durante a nossa Ditadura, que também se deveu em parte a uma tentativa de agradar os EUA). Não podemos deixar baratos estes dias em que o Brasil macaqueou o Estado Terrorista Norte-Americano e relembrou o próprio passado ditatorial.

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Calaboca já morreu (mas quem manda aqui são eles)

Posted in Brasil, Nosso Mundo with tags , , , , , , , , , , on março 17, 2011 by Daniel Duende

Ouvi rumores de que a alta casta do Partido dos Trabalhadores, há quem diga até que a própria Presidenta, teriam proibido categoricamente qualquer tipo de manifestação anti-EUA ou anti-Obama por parte de todos os seus membros. Se os rumores se confirmarem, isso será algo muito sério. Mais do que censura, isso beira o sovietismo — “a cúpula do partido decidiu que vocês não irão se manifestar”. Taí a chance para os apoiadores da Presidenta (e os apoiadores que restam ao PT) tentarem se defender.

Se por um lado é bom para o Brasil ter boas relações com os EUA — como dizem e insistem alguns, com seu quinhão de razão — por outro lado proibir manifestações é o último passo antes de se instaurar uma ditadura. Acho importante que todos mantenham isso em mente, acima da fé cega e estúpida em qualquer partido ou religião política.

Os milhões da cultura de Donana Amsterdam são pra quem pode, não pra quem quer (ou “governo é pra quem tem poder”)

Posted in Brasil, Bridgebloggando eu mesmo, Nosso Mundo, Vida Digital with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on março 16, 2011 by Daniel Duende

Disclaimer: Eu não ia blogar a respeito, porque tenho me abstido (ê palavra estranha) de meter minha feérica colher na deprimente política brasileira da qual não espero mais nada. Mas como muitas pessoas queridas vem insistindo para que eu fale sobre o assunto, registro aqui meu desabafo, pouco mais do que um copia e cola de comentários que fiz aqui e ali sobre o tema.

Estão todos falando (e sacaneando) do tal blogue que não é blogue da Maria Bethania — aquele com 365 vídeos de Andrucha Waddington e que vai custar um milhão e trezentos mil reais. E a soma parece mesmo impressionante para a realização de um blog (embora tenha órgão do governo que é acostumado a pagar absurdos por coisas simplórias na internet), mas segundo dizem alguns é até razoável quando se trata de um projeto que envolve 365 vídeos de um minuto realizados por profissionais que costumam cobrar caro. O milhão é para os vídeos, e não para o blogue em si. Tá entendido assim? Parece que sim. Mas o buraco é muito mais embaixo.

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A GVT me surpreendeu com excelente atendimento

Posted in Brasília, Nosso Mundo, Vida Digital with tags , , , , , on fevereiro 15, 2011 by Daniel Duende

Fiquei supreso, muito positivamente surpreso, com o atendimento que recebi da GVT ainda agora quando fui reclamar a respeito da instabilidade de minha conexão de banda-larga. Não só o atendente foi extremamente simpático e atencioso,  se prontificando imediatamente a enviar um técnico para verificar a irregularidade — que segundo ele pode ter sido causada pelas chuvas que teriam danificado a antena do prédio — como detectou que minha velocidade de download estava fora das especificações… e iniciou o conserto na mesma hora.

Minha taxa de download que nos últimos dias não passava de 400kbps voltou a bater nos honrosos 8.90mbps (segundo o speedtest.net), embora a instabilidade da rede ainda esteja fazendo com que ela fique abaixo disso.

Quando o tecnico da GVT passar por aqui para verificar o problema, faço um update. Se ao final do atendimento deles eu REALMENTE chegar a ter a velocidade pela qual estou pagando (o serviço contratado é de 10mbps), vai ser uma das melhores surpresas (ao menos na área de serviços prestados) deste ano.

P.S. Pra você ver como é o Brasil. Quando a gente é BEM ATENDIDO por uma empresa, a supresa é tanta que até motiva um post em nosso blog pessoal. Mas seguindo a idéia de estimular (e reconhecer) o que é bom, faço o post de elogio a GVT sem vergonha alguma. E faço votos de que eles consigam realmente corrigir o problema da minha conexão. Ao menos até agora, atenção, eficiência e simpatia não faltaram a eles neste atendimento.

Eles estão no meio de nós (e no meio da estrada)

Posted in Absolute Nonsense with tags , , on fevereiro 8, 2011 by Daniel Duende

(do blog picture is unrelated, via @kov e @cesaraovivo no identi.ca)