Arquivo para hype

A falácia do Nerd Quintessencial e outras generalizações igualmente burras

Posted in Nosso Mundo, Vida Digital with tags , , , , on setembro 27, 2011 by Daniel Duende

Hoje, lendo sem muito interesse mais um daqueles posts do tipo “10 motivos para casar/namorar/dar para/amar um nerd” me percebi muito incomodado com a crescente esquizofrenia do estereótipo de nerd que está sendo apropriado pelo hype da internéta. Posto que em 33 anos não encontrei uma só pessoa que não concordasse com a afirmação simples de que eu sou um nerd, e posto que não me vejo em quase nada representado pelo estereótipo de nerd que fazem por aí (e aproveitando que estou querendo voltar a escrever aqui, claro!), achei que valia a pena fazer um rápido disclaimer sobre as fantasias que andam difundindo a respeito de nós… err… dos nerds.

Continue lendo

O hype da morte do hype

Posted in Vida Digital with tags , , , , , on fevereiro 2, 2010 by Daniel Duende

Acho que todo post falando sobre a “morte” deste ou daquele suporte de conversações sobre um sério risco de derrapar para dentro do pântano da presunção egocêntrica. Mas tem coisas que vale a pena dizer.

Estava conversando no outro dia com a Pata Nardelli sobre a “morte dos blogs” frente ao surgimento dos microblogs. Assunto velho, eu sei. Nem está mais na moda falar disso. Mas não é disso mesmo que eu quero falar. É do hype de anunciar a morte de serviços quando surge alguma outra coisa mais “cool”.

Em 2003, o fotolog.net (hoje fotolog.com.br) bombava de brasileiros descobrindo como era bacana fazer caras e bocas para a câmera e depois partilhar a foto com os amiguinhos. Foi na época uma das grandes ondas da entrada brazuca na rede, de mãos dadas com o Orkut que surgiria pouco depois. Algum tempo depois, havia gente anunciando a morte do fotolog.net. Mas ele não morreu. Simplesmente começou a ser usado só por quem realmente curtia aquilo. O que morreu foi o hype, e não era mais tão “cool” ser fotologger.  Os hype-pilgrims deixaram o flog pra trás e foram atrás do próximo hype, e foi só.

A mesma coisa pode ser dita sobre os blogs, e em breve poderá ser dita sobre o Twitter e sobre quaisquer serviços que forem “agraciados” com o hype no futuro. Um dia o hype acaba, os “moderninhos” que começaram a usar o serviço só porque era moda acabam cansando e indo embora em busca de outra coisa “cool” pra usar, e o suporte começa, enfim, e descobrir seu verdadeiro lugar no espaço digital.

Quem falou da morte dos blogs pode até não ter percebido que estava falando uma grande asneira. Mas se quiser colocar a mão na consciência, pode dar uma olhada no Global Voices Online (ou no Global Voices em Português) e descobrir algumas coisas para os quais os blogs realmente servem, sem hype nem afetação.

E quanto a morte dos blogs frente aos microblogs. Bem… Quem tem algo a dizer não pode viver só de 140 caracteres, né? Creio que, no máximo, a blogosfera se viu livre de um monte de gente que poderia, no mínimo, falar em menos caracteres o que tinha a dizer. Bom para todos.

Os blogs irão existir enquanto forem úteis para quem escreve e para quem lê. Podem mudar, como tudo muda, como os microblogs também já estão mudando, mas por sorte, apesar dos passos para trás, cedo ou tarde a gente caminha para frente e leva consigo aquilo que nos serve para alguma coisa. E os blogs, meu amigo, são uma das coisas mais úteis que surgiram na internet.

O que morre é o hype.

E é por isso que eu ignoro solenemente qualquer serviço que seja muito festejado.  Só o tempo dirá se servirá para alguma coisa, ou se vai cair no esquecimento. Quem se lembra hoje do Friendster? Eu só me lembro que era quase tão chato quanto o Orkut, mas não tinha um Google por trás para convencer todo mundo de que era bacana estar lá. 🙂