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Zoológicos para o prazer marketeiro, e essa tal economia da atenção

Posted in privacidade e liberdade, Vida Digital with tags , , , , , , , , , on outubro 25, 2011 by Daniel Duende

Muito se fala sobre a Economia da Atenção como “A Economia do Futuro” (leia-se, a Economia que é mais cool para aqueles entre nós que já saíram do século XX e tem garantidos casa, comida, lazer e gadgets). Não surpreendentemente, é justamente a nossa atenção um dos grandes alvos atuais dos ataques daqueles que — como eu disse, não surpreendentemente — também integram o topo da pirâmide de haveres daquela velha Economia que falava de dinheiro e propriedades. Para além de um mundo onde 1% acumulam aquilo que tornou-se artificialmente escasso para os outros 99%, vivemos também um momento em que — apesar da difusão de olhares e falantes promovida pela revolução digital — cada vez mais se tenta aprisionar a sua atenção. Mais do que isso, é também um mundo onde depois de descobrirmos que podemos ter voz, temos agora que defendê-la constantemente de tentativas (por parte dos novos e velhos ocupantes do topo da pirâmide) para silenciar-nos ou, pior ainda, aprisionar-nos dentro de um silo onde só falamos com outros prisioneiros.

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Meta tuíte no dos outros…

Posted in Nosso Mundo, Vida Digital with tags , on agosto 5, 2010 by Daniel Duende

A longa baleiada do Twitter hoje no final da tarde jogou a mente de muitos nerds cybergeeks em uma redundância grave: onde é que vão tuitar que o tuiter está fora do ar?

#CalaBocaDuende

Posted in Uncategorized with tags , , on junho 24, 2010 by Daniel Duende

Até o twitter já acha que eu tuíto demais. Ou isso, ou eu acabei de descobrir o limite diário de tuitadas…

De qualquer forma, é hora de ir dormir…
Tenho uma gripe para curar, e AINDA mais trabalho me esperando amanhã no Sebinho.

Das dores de um livreiro digital…

Posted in Meu Mundo, Vida Digital with tags , , , on março 16, 2010 by Daniel Duende

Falando agora de coisas mais leves…

O meu trabalho no Sebinho me causa uma grande dor: uma parte de meu trabalho é revirar prateleiras e estandes em busca de livros e revistas legais, e publicar as dicas no twitter do Sebinho. Neste processo, todo dia estou descobrindo livros absurdamente interessantes que precisoooo ler o quanto antes. O problema, se é que isso deveria ser chamado de problema, é que quase todas as minhas descobertas vendem em menos de duas horas, e eu tenho que ficar torcendo pra que estes livros apareçam de novo por lá para que eu possa, enfim, lê-los. Esta vida de livreiro é cheia de dores… =)

O balde e o conta-gotas…

Posted in Metablogando with tags , , , on março 13, 2010 by Daniel Duende

Enquanto respondia ao comentário da Carla neste post aqui, me ocorreu que eu tenho um problema de dinâmica (que talvez partilhe com boa parte da humanidade) que me leva a tuitar muito, mas ter dificuldade de parar para elaborar as idéias com frequência aqui no Olhar Feérico.

Cada tuitada que eu faço é, muitas vezes, uma exaustiva síntese de alguma coisa que daria, no mínimo, um post pequeno aqui no blogue. Muitas vezes, aquilo que encerro em duas tuitadas poderia ter sido muito mais bem abordado em uma boa blogada. Mas na hora que começo a escrever um post a respeito… ou ele leva tempo demais, ou acabo me cansando do assunto porque tentei elaborar demais. Em suma… o tuíter me salva dos meus excessos mentais ao me forçar a usar um conta-gotas em vez de tentar encher o balde até quase transbordar.

Apesar disso, a gente vai tentando manter os blogues vivos, com sucesso variável. =)

O hype da morte do hype

Posted in Vida Digital with tags , , , , , on fevereiro 2, 2010 by Daniel Duende

Acho que todo post falando sobre a “morte” deste ou daquele suporte de conversações sobre um sério risco de derrapar para dentro do pântano da presunção egocêntrica. Mas tem coisas que vale a pena dizer.

Estava conversando no outro dia com a Pata Nardelli sobre a “morte dos blogs” frente ao surgimento dos microblogs. Assunto velho, eu sei. Nem está mais na moda falar disso. Mas não é disso mesmo que eu quero falar. É do hype de anunciar a morte de serviços quando surge alguma outra coisa mais “cool”.

Em 2003, o fotolog.net (hoje fotolog.com.br) bombava de brasileiros descobrindo como era bacana fazer caras e bocas para a câmera e depois partilhar a foto com os amiguinhos. Foi na época uma das grandes ondas da entrada brazuca na rede, de mãos dadas com o Orkut que surgiria pouco depois. Algum tempo depois, havia gente anunciando a morte do fotolog.net. Mas ele não morreu. Simplesmente começou a ser usado só por quem realmente curtia aquilo. O que morreu foi o hype, e não era mais tão “cool” ser fotologger.  Os hype-pilgrims deixaram o flog pra trás e foram atrás do próximo hype, e foi só.

A mesma coisa pode ser dita sobre os blogs, e em breve poderá ser dita sobre o Twitter e sobre quaisquer serviços que forem “agraciados” com o hype no futuro. Um dia o hype acaba, os “moderninhos” que começaram a usar o serviço só porque era moda acabam cansando e indo embora em busca de outra coisa “cool” pra usar, e o suporte começa, enfim, e descobrir seu verdadeiro lugar no espaço digital.

Quem falou da morte dos blogs pode até não ter percebido que estava falando uma grande asneira. Mas se quiser colocar a mão na consciência, pode dar uma olhada no Global Voices Online (ou no Global Voices em Português) e descobrir algumas coisas para os quais os blogs realmente servem, sem hype nem afetação.

E quanto a morte dos blogs frente aos microblogs. Bem… Quem tem algo a dizer não pode viver só de 140 caracteres, né? Creio que, no máximo, a blogosfera se viu livre de um monte de gente que poderia, no mínimo, falar em menos caracteres o que tinha a dizer. Bom para todos.

Os blogs irão existir enquanto forem úteis para quem escreve e para quem lê. Podem mudar, como tudo muda, como os microblogs também já estão mudando, mas por sorte, apesar dos passos para trás, cedo ou tarde a gente caminha para frente e leva consigo aquilo que nos serve para alguma coisa. E os blogs, meu amigo, são uma das coisas mais úteis que surgiram na internet.

O que morre é o hype.

E é por isso que eu ignoro solenemente qualquer serviço que seja muito festejado.  Só o tempo dirá se servirá para alguma coisa, ou se vai cair no esquecimento. Quem se lembra hoje do Friendster? Eu só me lembro que era quase tão chato quanto o Orkut, mas não tinha um Google por trás para convencer todo mundo de que era bacana estar lá. 🙂